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[OFICINAS] Oficina de Colagens Manuais

A Oficina de Colagens Manuais tem a proposta de reflexão e discussão do processo artístico de colagem, que une fragmentos e os conecta com mundos diferentes, construindo uma nova estética e narrativa.

Oficina de colagem manual NW cartaz

A oficina terá a seguinte programação:

  • Introdução sobre a história da colagem;
  • Apresentação de modos de colagens visuais;
  • Técnicas artísticas;
  • Práticas de composição de colagens.

Então você, que gosta ou tem curiosidade na linguagem da colagem, da conexão de universos opostos e da liberdade de criação através de figuras dessemelhantes, venha ter o prazer de construir novas realidades conosco.

Se possível, trazer os seguintes materiais (mas se não tiver, não tem problema):

  • Revistas ou livros p/ recortar;
  • Tesoura;
  • Régua;
  • Cola.

Educadores: Nicole Santos e Wallace José
Data: 01 e 02 de Julho
Horário: 14h às 17h
Oficina Gratuita

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IAU do Sítio e as Primeiras Pinturas de 2019

 

É o segundo ano do Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco e trazemos um panorama em vídeo elencando a dimensão da região dos Pimentas e do bairro Sítio São Francisco e o nível e quantidade de obras realizadas pelos artistas do projeto até o momento.

Neste primeiro semestre os artistas que estão participando são Fernando “FND” ManoelSandro “SRPK” Roberto e Brisola Moutinho.

Fernando Manoel, vulgo FND, é um grafiteiro morador da região dos Pimentas, mais precisamente o bairro Jardim Alvorada. Está no projeto desde o primeiro mural, o qual contribuiu com a pintura do artista Paulo O’Meira junto com Rogério IRC. Também participou na colagem do lambe de Raul Zito. Este ano vem realizando uma série de pinturas exaltando figuras nacionais e a fauna e flora brasileira.

Confira algumas imagens das suas últimas pinturas.

SPRK é um dos grafiteiros guarulhenses, morador da região do Cocaia, que compõe nosso rol de artistas. Realizou no último mês (maio) a sua segunda contribuição para a galeria urbana que estamos construindo no bairro do Sítio São Francisco. Ele já havia participado no ano passado com a pintura do primeiro escadão no projeto, ao lado dos artistas Credo e Rim Charadia. Seu trabalho desta vez foi a pintura da nossa segunda escadaria, que fica localizada na Viela Projetada 10A, entre a Rua Dez e a Rua Onze do bairro. Sua obra é uma composição de séries de formas quadriculadas coloridas sobrepostas a grandes painéis preenchidos de tintas sobre o chão, indo de tons quentes até os mais frios.

O mais recente artista a participar deste projeto é o Brisola Moutinho, um grafiteiro paulistano de longa estrada, inclusive já participou do Museu Aberto de Arte Urbana, por exemplo. Sua obra nas intervenções artísticas faz parte de uma série sua chamada “Cores Sonoras”, fazendo uma homenagem a forte expressão e presença de imigrantes nordestinos na região com a enorme ilustração de um sanfoneiro e um casal dançando ao som do baião.

Confira os perfis dos artistas no Instagram:

 

Palavra do Educando – Wallace Silva

 

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Wallace Silva

Meu nome é Wallace, tenho 21 anos, moro no Sítio São Francisco, em Guarulhos. Sou beatmaker e produtor musical.

(EP produzido pelo Wallace)

Meu primeiro contato com o Comcom Pimentas foi em 2016, numa época de grande falta de perspectiva. Após ingressar nos cursos de Rádio, TV e Jornal, me senti mais motivado e a oportunidade de participar em toda aquela articulação cultural me ajudou aos poucos a firmar meu local no mundo. Depois de ter me afastado do projeto por um tempo, retornei em 2018, como produtor de conteúdo e com uma atuação mais ativa.

O Comcom me ajudou, entre outras coisas, a despertar minhas potencialidades e acreditar que é possível produzir conteúdo autêntico de maneira independente. Graças à essa possibilidade, pude ampliar meus horizontes e buscar um sonho antigo: ingressar na universidade.

Em 2019, passei no curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo, e, a partir daqui, pretendo buscar, junto ao projeto, novos jovens que possam aderir à perspectivas mais amplas acerca de sua própria capacidade.

Sem a experiência que tive no Comcom, minha falta de perspectiva poderia ter me levado à outras escolhas, nesse sentido, o projeto trouxe a maturidade necessária para minha auto-gestão, um trabalho social que merece respeito e que influencia diretamente na escolha do meu curso. Hoje, o projeto faz parte da minha semana, da minha rotina e da minha vida, compreende boa parte da minha história e do meu crescimento.

Me sinto extremamente grato por toda a experiência.

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2018 e o Ano das Intervenções Artísticas no Sítio São Francisco

No ano de 2018, o Projeto Comcom Pimentas realizou uma grande série de atividades das mais variadas linguagens em diferentes espaços na região dos Pimentas, tanto educativas quanto artísticas e culturais.

Entre elas, tivemos logo no primeiro semestre realização no projeto Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco iniciou suas atividades com a proposta de construir uma cartografia colaborativa, trazendo a sinergia entre os moradores do Sítio São Francisco e o espaço onde vivem.

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A articulação dos trabalhos ficou por conta da equipe do Projeto Comcom Pimentas, produzindo artes que criem diálogo entre o espaço público em constante transformação e as vivências individuais e coletivas dos moradores. O projeta une o processo da urbanização e de arte urbana em ações a partir da pintura, graffiti e lambe-lambe, contribuindo com o imaginário simbólico do bairro e suas histórias, mitos, ritos e lendas.

O local da primeira ação foi o muro da residência de Nelson José Alves Ferreira, comerciante local, na Rua Dez. Tivemos a pintura de um mural projetado pelo artista visual paulistano Paulo Meira (O‘Meira), que em seus trabalhos versa entre o design, graffiti e a ilustração no cenário urbano. A realização da arte também teve a assistência de três grafiteiros da região dos Pimentas: Rogério dos Santos (Rogério IRC), Fernando Manoel (FND) e Fábio Santos, além da pintora Luzia Aparecida, moradora da região que fez parte do projeto Ateliê Arte em Pimentas.

O’Meira buscou trabalhar com camadas e cores em perspectiva, utilizando texturas africanas. Sobre dividir o processo de produção da pintura com outros artistas, ele afirma: “É interessante essa troca de informação e técnica. Cada um tem sua linguagem, e (quando) coloco meu trabalho junto com outros artistas, deixo muito aberto para interferirem no layout proposto. Mas como a gente tem uma linha definida no próprio projeto, aí vai de cada artista desenvolver um pensamento, uma peça única para essa realidade do projeto e do que foi proposto.”

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Sobre o impacto da obra finalizada, o morador Nelson revela: “Todo mundo que passa olha (para a pintura) e diz ‘Nossa, ficou a coisa mais linda’. Pra mim foi muito satisfatório, muito bom. Deu outra cara, não só pra minha casa, mas pro bairro.” O grafiteiro e historiador da arte Fábio Santos declara que vê como importante do projeto não só o embelezamento do bairro, mas também a identificação dos moradores com as pinturas, e destaca: “É um painel bem gritante, é um contraste mesmo, por que você vê muito o cinza, ruínas e tal, do próprio barro mesmo, aquela terra vermelha, e quando você vê um colorido num muro grande ele se destaca.”

Em seguida, nos dias de 14, 16 e 23 de maio ocorreu a Oficina de Intervenção Artística-Poética no Projeto Comcom Pimentas, como continuidade das intervenções. Os encontros foram ministradas pelo artista visual Raul Zito, onde compartilhou suas experiências artísticas. Os educandos realizaram uma série de lambes trabalhando temáticas do rap, feminismo e depressão na juventude, as artes podem ser encontradas na rua Nove.

O trabalho de Zito é caracterizado por murais fotográficos com uma mistura de lambe-lambe e pintura. Então, no último fim de semana de junho, ele retornou para realizar uma imensa obra no Sítio São Francisco, contendo uma mulher negra refletida num espelho invertido, com uma emblemática pimenta como brinco, como forma de criar uma imagem simbólica para o bairro. A produção da arte contou novamente com a colaboração do grafiteiro FND e está localizada na Rua Santiago.

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Em agosto o grafiteiro paulistano Eduardo Marinho, o Credo, realizou uma série de artes nas ruas Santiago, Dez e Onze. Pensando na arquitetura dos espaços, ele criou recortes dos seus desenhos e os transformou em pintura depois que vão se encaixando nos muros do bairro.

Um dos coordenadores do projeto, André Gustavo Castro, mostra-se satisfeito com o processo até o momento: “Foi importante nós mapearmos os artistas locais que possuem trabalhos importantes e significantes, com know-how e trabalho consolidado dentro da arte urbana, dentro do graffiti. O mais legal, é que todos aqueles que passaram e viram isso daqui, querem ver o bairro deles mais bonito, ver o bairro melhor. É um chamariz, outros moradores estão oferecendo seus muros, suas fachadas, as suas casas.”

Na reta final do semestre aconteceram também as pinturas para a revitalização da escadaria da Rua Onze, próximo ao número 166, encerrando as nossas atividades do ano com chave de ouro. Os grafiteiros participantes foram Credo, Rim e Cadu.

O projeto pretende continuar suas atividades agora em 2019, as obras estão abertas nas ruas para que a população possa apreciá-las e mais informações podem ser encontradas em sua página no Facebook.