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IAU do Sítio e as Primeiras Pinturas de 2019

 

É o segundo ano do Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco e trazemos um panorama em vídeo elencando a dimensão da região dos Pimentas e do bairro Sítio São Francisco e o nível e quantidade de obras realizadas pelos artistas do projeto até o momento.

Neste primeiro semestre os artistas que estão participando são Fernando “FND” ManoelSandro “SRPK” Roberto e Brisola Moutinho.

Fernando Manoel, vulgo FND, é um grafiteiro morador da região dos Pimentas, mais precisamente o bairro Jardim Alvorada. Está no projeto desde o primeiro mural, o qual contribuiu com a pintura do artista Paulo O’Meira junto com Rogério IRC. Também participou na colagem do lambe de Raul Zito. Este ano vem realizando uma série de pinturas exaltando figuras nacionais e a fauna e flora brasileira.

Confira algumas imagens das suas últimas pinturas.

SPRK é um dos grafiteiros guarulhenses, morador da região do Cocaia, que compõe nosso rol de artistas. Realizou no último mês (maio) a sua segunda contribuição para a galeria urbana que estamos construindo no bairro do Sítio São Francisco. Ele já havia participado no ano passado com a pintura do primeiro escadão no projeto, ao lado dos artistas Credo e Rim Charadia. Seu trabalho desta vez foi a pintura da nossa segunda escadaria, que fica localizada na Viela Projetada 10A, entre a Rua Dez e a Rua Onze do bairro. Sua obra é uma composição de séries de formas quadriculadas coloridas sobrepostas a grandes painéis preenchidos de tintas sobre o chão, indo de tons quentes até os mais frios.

O mais recente artista a participar deste projeto é o Brisola Moutinho, um grafiteiro paulistano de longa estrada, inclusive já participou do Museu Aberto de Arte Urbana, por exemplo. Sua obra nas intervenções artísticas faz parte de uma série sua chamada “Cores Sonoras”, fazendo uma homenagem a forte expressão e presença de imigrantes nordestinos na região com a enorme ilustração de um sanfoneiro e um casal dançando ao som do baião.

Confira os perfis dos artistas no Instagram:

 

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Palavra da Educanda – Nicole Pinheiro

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Meu nome é Nicole Pinheiro, tenho 20 anos, moro no Jardim Maria de Lourdes, em Guarulhos e sou colagista manual.

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Eu conheci o Comcom Pimentas através de redes sociais em 2014, porém, meu contato foi somente em 2018 quando realizei o curso de comunicação comunitária. O curso me ajudou muito a entender as diversas áreas de atuação de um comunicador, além de me proporcionar uma maior extroversão e destimidez pessoal.

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Desde então, tenho me envolvido com o projeto de forma efetiva atuando principalmente no campo da TV. Em 2019, entrei na Universidade Federal de São Paulo no curso de História da Arte, e tenho desenvolvido diversos projetos pessoais artísticos com o apoio do Comcom.

Sinto que estou em constante evolução graças aos aprendizados que o Comcom Pimentas me proporcionou, e espero que isso seja só o começo de uma longa jornada de produções e vivências artísticas.

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EVENTO | Cultivando de Norte a Sul

No próximo sábado, dia 23, teremos Cultivando de Norte a Sul. Um grandioso evento no bairro do Sítio São Francisco, na região dos Pimentas, que deverá reunir todos os projetos sociais e parceiros participantes do processo de urbanização da CDHU.

O horário serás das 14h as 20h. E o local da atividade será em uma área da Avenida Norte Sul, com a Rua Santiago e a Rua João de Barros.

Estão todos e todas convidadas e convidados!

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Performance de Dança nas Intervenções Artísticas do Sítio São Francisco

No fim de janeiro, dia 27, saiu a videodança com uma performance de dança filmado no coração do bairro Sítio São Francisco, na região dos Pimentas. As ruas, os comércios e as lajes são os cenários que compõe a narrativa que mapeia as paisagens da periferia guarulhense.

A coreografia ficou por conta dos dançarinos Hélio Lima e Pretah Thais, enquanto a elaboração audiovisual contou com o videomaker e editor Reginaldo “R3GIN4LDO” Lustosa, a fotografia de Thaiany Coimbra e a produção de Sheila Souza. A música é do rapper Rincon Sapiência e chama-se “Placo”, lançada no último ano.

Entre os lugares que protagonizam o vídeo, estão algumas das obras das Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco. Entre elas, o gigantesco lambe-lambe produzido pelo artista Raul Zito, localizada na Rua Santiago, e a pintura da revitalização da escadaria da Rua Onze, próximo ao número 166,  feito pelos grafiteiros Eduardo “Credo” Marinho, Rim e Cadu.

Confira abaixo o videoclipe:

16ª Edição – Jornal Sítio em Ação

A edição no 16 do jornal Sítio em Ação traz uma discussão sobre a importância dos esportes como agentes de transformação social na nossa matéria de capa e, no infográfico, temos dicas de espaços para práticas esportivas para jovens na região dos Pimentas. Na seção da CDHU, há um panorama do encontro de lideranças comunitárias que ocorreu em abril, no espaço de cultura NUA em São Miguel Paulista. Para finalizar, nesse período pós-Copa do Mundo ainda trouxemos uma crônica que resume o espírito da competição.

Não deixe de conferir! Para fazer o download, clique aqui ou na imagem abaixo:

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10ª Edição – Jornal Sítio em Ação

10ª Edição – Jornal Sítio em Ação

Clique aqui para ler a  10ª Edição – Jornal Sítio em Ação

Crônica Comcom

Devaneios

img_9928Crônica escrita por Beatriz Figueirôa, educanda da oficina de Jornal.

Aula de geometria. O assunto? Triângulos. Pelo menos era o que Alice achava. Estava entediada e não prestava atenção. Odiava matemática e suas vertentes. Seu celular vibrou em sua carteira e uma notificação do Facebook a avisou que o garoto que ela tinha uma queda desde o oitavo ano a adicionara.

Sem mais delongas, Alice chamou Pedro para “trocar uma ideia” no Messenger. Conversaram hoooooras… Sobre tudo! Sobre como Millie Bobby Brown estava ótima como Eleven em Stranger Things, sobre política, sobre formigas e sobre como sorvete de morango com açaí é delicioso.

Pedro era Caetano e Marias. Alice era Radiohead e Anitta. Ele Stephen King e Carlos Drummond de Andrade. Ela J.K. Rowling e Simone de Beauvoir. Ele poeta, ela ativista. Mesmo tão opostos eram como “verso e poesia, outono e ventania, praia e carioca”.

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Decidiram se encontrar no domingo. Alice escolheu o programa. Iriam assistir a um filme da sessão de clássicos do Cinemark. Ela planejou tudo em sua cabeça: assistiriam Bonequinha de Luxo, por causa da Audrey Hepburn, ele seguraria a sua mão durante o filme, dividiriam a pipoca e depois um milk-shake. Uma chuva de clichês que Alice amava; algo que começou de maneira tão geração do Merthiolate que não arde, estava se tornando uma cena de um filme hypado dos anos 90.

Quinta. Sexta. Sábado. FINALMENTE DOMINGO! Ela colocou o vestido de pregas macho que sua Tia Rita fizera. Ele colocou uma camisa jeans e seu melhor perfume. Estava nervoso!

Se encontraram no parque próximo ao shopping. Pedro levou peônias. Alice gostava de peônias, porque gostava de Gossip Girl. Gostava de Gossip Girl, porque gostava da personagem Blair Waldorf, que por sua vez, gostava de peônias; algo que Pedro descobriu através da famigerada stalkeada. Eles sabiam tudo um sobre o outro.

As coisas começaram a rolar desfiladeiro abaixo, quando ao invés de Audrey e George Peppard Alice viu Al Pacino e Marlon Brando. Pedro não segurou sua mão, mas ficou repetindo as falas de Don Vito Corleone. Não teve pipoca. Ele não gosta. Nem milk-shake.

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Depois do filme, foram comer algo. As pautas para conversa acabaram e o silêncio constrangedor sobrou. Alice começou a devanear. Lembrou de um texto que Tiago Iorc publicou no Instagram, contando que as moças de uns 100 anos atrás, iam ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro para serem cortejadas. Naquele tempo, existia um sofá de três lados, chamado namoradeira. A moça sentava de um lado, o rapaz do outro e, no terceiro lado, o pai da moça acompanhava o cortejo de perto, para dar o aval. Alice achou romântico.

Em meio a tantos pensamentos vertiginosos, começou a suar. Será que a conversa tinha morrido porque ela era chata? Ou porque ela tinha dormido no filme? Será que foi algo que ela disse? Ela chegou à conclusão que foi porque eles já sabiam tudo um do outro. Ela culpou a internet por roubar esse momento.

Quando se deu conta, Pedro a encarava e perguntou se estava tudo bem. Ela disse que sim, mas que estava cansada e queria ir pra casa. Ele a levou e se despediu com um beijo na testa. Ela sorriu. Ele também.

Alice entrou em casa. Pedro foi embora. Ela subiu para o seu quarto e enquanto se “desmontava” em sua penteadeira, mais pensamentos faziam alarde.

Alice estava chateada. O encontro pelo qual sempre sonhou, acabou com uma conversa morta. Mas ela pensou consigo mesma: “tudo bem Alice, conversas morrem mesmo, tal como encontros e relacionamentos. O que fica são as memórias e as trocas de conhecimento”.

Em um suspiro aliviado, ela se conformou. Ela não estava de todo triste, seu cochilo durante o filme foi ótimo.