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Cine Escadão – Dia das Crianças

Amanhã é Dia das Crianças e nós teremos uma atividade especial!

Faremos uma exibição de filmes infantis em um dos escadões que foram pintados pelo projeto Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco.

Convidamos à todas as famílias para comparecerem e passar uma tarde agradável conosco, com muito cinema e pipoca.

Até!

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V MOSTRA GUARULHENSE DE CINEMA

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Hoje dia 24, sexta, começa a V Mostra Guarulhense de Cinema, evento organizado pelo Cineclube Incinerante com a parceria do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região. Realizada desde 2015, o evento conta este ano com 22 filmes de curta e média-metragem que foram produzidos no período entre 2018 e 2019 na cidade de Guarulhos.

O destaque desta quinta edição é a imensa variedade de gêneros dos filmes a serem exibidos, incluindo ficção, documentário, experimental, animação e video-dança. Além da presença de uma série de filmes realizados por educandos de oficinas de audiovisual em contextos escolares.

Importante citar a participação do cineasta e educador Wesley Gabriel, coordenador de vídeo do nosso projeto. Estará presente no sábado para apresentar o curta-metragem “Fusca Azul”, que conta com sua direção. Caso ainda não tenha lido, confira este depoimento do Wesley no nosso Palavra do Educando.

 

O Cineclube Incinerante é uma iniciativa do coletivo de audiovisual guarulhense Polissemia e tem como missão fomentar uma cultura de cineclubismo e comunidade entre realizadores e espectadores. Fundado em outubro de 2015, o projeto realiza exibições mensais em diversas regiões de Guarulhos, levando filmes guarulhenses, nacionais e estrangeiros em suas sessões que sempre são seguidas de debates, como forma de formação crítica educomunicativa dos participantes.

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PROGRAMAÇÃO

24/5 – SEXTA-FEIRA: 19hs

12º Andar
Arte de Bueiro
A Surpresa
Objetos Escolares em Ação
Olha o Teatro no Meio da Rua
Vislumbre das Consciências e Transformações
Síndrome Penrose

25/5 – SÁBADO: 19hs

Através dos Seus Olhos
Chamada Perdida
Fusca Azul
Interrogação
Liturgia
Slam Sujeira
O Jogo
Palavras Deste Chão

26/5 – DOMINGO: 19hs

Days of Our Lives
Despertar
Educação Inclusiva
Isto Não é Um Cachimbo – vol. 2
Nove
Um Rolê no Itapuã
Raskolnikov

Para maiores informações segue estes links em:

Mostra Guarulhense de Cinema

Evento no Facebook

Cineclube Incinerante

Palavra do Educando – Wesley Gabriel

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Meu nome é Wesley Gabriel, tenho 23 anos, moro no Conjunto Marcos Freire, em Guarulhos e sou educador, cineasta e fotógrafo.

Cheguei no Comcom Pimentas em meados de 2013. Na época eu cantava rap e tinha feito uma música relacionada ao bairro Sítio São Francisco e sua urbanização, por conta disso, fui convidado pelo agente comunitário Léo Lima para participar de uma matéria do jornal Sítio em Ação. A partir desse encontro, fui informado sobre as oficinas das três mídias (Rádio, TV e Jornal) e participei de todas, inclusive sou da primeira turma aberta dos cursos de Comunicação Comunitária.

Comecei como educando, fui me aperfeiçoando tanto aqui quanto fora, fazendo outros cursos, buscando conhecimento da mídia. E hoje, após quase seis anos, dou aulas e faço a direção do segmento de vídeos do projeto aqui nos Pimentas.

Este ano, 2019, consegui pelo ProUni uma bolsa integral e decidi cursar Fotografia (curso tecnólogico) na UNG. Escolhi o curso por que ele está relacionado com a minha área que é o Cinema e o Audiovisual. Antes de entrar na faculdade, já tinha feito outros cursos técnicos da mesma área, como cinema e direção de fotografia. Então já tenho uma experiência no ramo, mas não uma graduação.

O próprio Projeto Comcom Pimentas me deu experiência e conceitos em fotografia no vídeo. Tenho aproveitado bastante neste primeiro semestre essa relação: o que aprendo na prática no projeto, desenvolvo na teoria na faculdade e vice-versa.

Palavra do Educando – Wallace Silva

 

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Wallace Silva

Meu nome é Wallace, tenho 21 anos, moro no Sítio São Francisco, em Guarulhos. Sou beatmaker e produtor musical.

(EP produzido pelo Wallace)

Meu primeiro contato com o Comcom Pimentas foi em 2016, numa época de grande falta de perspectiva. Após ingressar nos cursos de Rádio, TV e Jornal, me senti mais motivado e a oportunidade de participar em toda aquela articulação cultural me ajudou aos poucos a firmar meu local no mundo. Depois de ter me afastado do projeto por um tempo, retornei em 2018, como produtor de conteúdo e com uma atuação mais ativa.

O Comcom me ajudou, entre outras coisas, a despertar minhas potencialidades e acreditar que é possível produzir conteúdo autêntico de maneira independente. Graças à essa possibilidade, pude ampliar meus horizontes e buscar um sonho antigo: ingressar na universidade.

Em 2019, passei no curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo, e, a partir daqui, pretendo buscar, junto ao projeto, novos jovens que possam aderir à perspectivas mais amplas acerca de sua própria capacidade.

Sem a experiência que tive no Comcom, minha falta de perspectiva poderia ter me levado à outras escolhas, nesse sentido, o projeto trouxe a maturidade necessária para minha auto-gestão, um trabalho social que merece respeito e que influencia diretamente na escolha do meu curso. Hoje, o projeto faz parte da minha semana, da minha rotina e da minha vida, compreende boa parte da minha história e do meu crescimento.

Me sinto extremamente grato por toda a experiência.

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Palavra do Educando – Erick Novais

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Erick Novais – 22 anos

Fotógrafo e Produtor de Vídeo
Guarulhos-SP

Redes sociais:

Facebook 

Instagram: @_ericknoovais

Bio:

Influenciado pelo saber artístico desde sempre por minha família, a Fotografia foi a porta para enxergar o mundo de outra forma e poder registrar diferentes momentos e sentimentos. Em 2014 tive um contato mais intenso de crescimento artístico e, desde então espalho meus clicks por aí.

Os estudos formais e informais sempre foram aliados para a minha evolução e hoje sou formado pela Universidade de Guarulhos (UNG) em Fotografia, além de compor o Coletivo Criô, Projeto ComCom Pimentas e Coletivo TRANS-POR.

Coletivo Criô:
Desde o fim da oficina de Multimeios na Fabrica de Cultura de Sapopemba, queríamos que não acabasse o contato e as produções Audiovisuais, o Coletivo foi criado no ano de 2017 e é formado por 4 pessoas. Atualmente esta sendo produzido um documentário sobre a evolução do Bairro do Jardim Conquista em Sao Mateus, bairro que teve sua evolução pelos próprios moradores.

Redes sociais:

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Instagram: @coletivocrio

Projeto Comcom Pimentas:
Conheci o projeto através de amigos e demonstrei o interesse por participar no primeiro semestre de 2017, principalmente por ter oficinas no bairro onde moro. Fiz a oficina básica de TV, participei de diversos workshops e, atualmente, estou na equipe do Intermediário, onde realizo trabalhos de registros fotográficos e edição de foto e vídeo.

Redes Sociais:

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Blog

Instagram: @projetocomcompimentas

Coletivo TRANS-POR:
É um projeto de difusão, experimentação e produção das diferentes possibilidades criativas existentes a partir da interface de Dança, Video-Animação e Musica, tendo como suporte para veiculação de suas produções a linguagem audiovisual.

Redes Sociais:

Facebook

Instagram: @coletivotranspor

Outras Colaborações:

Em outubro de 2017, participei da produção do curta-metragem “No Rolê“ do Coletivo Kinoférico, onde atuou como um dos protagonistas. A trama do filme trata sobre as desventuras de uma dupla de grafiteiros periféricos pelas festas na quebrada. O curta recebeu o prêmio de Melhor Direção Nacional e Melhor Edição Nacional no Desafio 24 Horas do 2º Goiânia Film Festival, além de ter sido exibido recentemente em Portugal.

Redes Sociais (Coletivo Kinoférico):

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YouTube

 

Cursos Gratuitos: Jornal, TV e Rádio

As atividades no projeto ComCom Pimentas começaram com vários workshops interessantes, que visam trazer conhecimento técnico nas áreas de fotografia, escrita, edição de jornal e rádio.

Com uma linguagem descontraída, Paulo Brazyl , ministrou o primeiro workshop em que foram introduzidas duas técnicas de fotografia: o método Pin Hole, que tem como principais recursos uma lata de alumínio e a exposição do sol; e o Light Stencil, onde se trabalha com um estêncil em uma caixa e uma câmera.

Já João Alves ofereceu um workshop sobre narrativa, onde foi apresentado aos alunos as estruturas bases de uma história e como podemos utilizá-las para construir e contar nossos próprios enredos.

Cursos de Comunicação Comunitária: Jornal, TV e Rádio - 1º Semestre 2017.

Cursos de Comunicação Comunitária: Jornal, TV e Rádio – 1º Semestre 2017.

Tivemos, também, uma oficina de diagramação, desenvolvida por Wesley Sousa, que teve com enfoque a produção do jornal desenvolvido pelo ComCom trabalhando temas, como: editoração em InDesing e fotografia de digital com Photoshop.

O educador Jeferson Nascimento trouxe a vivencia do “Antes e Depois da Rádio”, trazendo aos alunos técnicas básicas para a produção de eventos e monitoramento de web transmissão.

Para quem não conseguiu acompanhar nossos cursos de férias ou acompanhou e quer continuar nessa empreitada de conhecimento, no dia 17/03 começarão nossos cursos regulares de jornal, rádio e TV!

Se você gosta de comunicação venha participar!!

Inscrições:

  • Através do link: goo.gl/forms/Q9F6BwtzNORHxw9i1
  • Por e-mail: projetocomcom.pimentas@gmail.com
  • Pessoalmente: EAT – escritório de apoio técnico da CDHU (Rua Nove, 273 – Antigo 679. Em frente ao C9\ antiga fábrica violeta).

Quando começa as aulas: 17 de Março 2017.
Horário das 14h às 17h

Crônica Comcom

Devaneios

img_9928Crônica escrita por Beatriz Figueirôa, educanda da oficina de Jornal.

Aula de geometria. O assunto? Triângulos. Pelo menos era o que Alice achava. Estava entediada e não prestava atenção. Odiava matemática e suas vertentes. Seu celular vibrou em sua carteira e uma notificação do Facebook a avisou que o garoto que ela tinha uma queda desde o oitavo ano a adicionara.

Sem mais delongas, Alice chamou Pedro para “trocar uma ideia” no Messenger. Conversaram hoooooras… Sobre tudo! Sobre como Millie Bobby Brown estava ótima como Eleven em Stranger Things, sobre política, sobre formigas e sobre como sorvete de morango com açaí é delicioso.

Pedro era Caetano e Marias. Alice era Radiohead e Anitta. Ele Stephen King e Carlos Drummond de Andrade. Ela J.K. Rowling e Simone de Beauvoir. Ele poeta, ela ativista. Mesmo tão opostos eram como “verso e poesia, outono e ventania, praia e carioca”.

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Decidiram se encontrar no domingo. Alice escolheu o programa. Iriam assistir a um filme da sessão de clássicos do Cinemark. Ela planejou tudo em sua cabeça: assistiriam Bonequinha de Luxo, por causa da Audrey Hepburn, ele seguraria a sua mão durante o filme, dividiriam a pipoca e depois um milk-shake. Uma chuva de clichês que Alice amava; algo que começou de maneira tão geração do Merthiolate que não arde, estava se tornando uma cena de um filme hypado dos anos 90.

Quinta. Sexta. Sábado. FINALMENTE DOMINGO! Ela colocou o vestido de pregas macho que sua Tia Rita fizera. Ele colocou uma camisa jeans e seu melhor perfume. Estava nervoso!

Se encontraram no parque próximo ao shopping. Pedro levou peônias. Alice gostava de peônias, porque gostava de Gossip Girl. Gostava de Gossip Girl, porque gostava da personagem Blair Waldorf, que por sua vez, gostava de peônias; algo que Pedro descobriu através da famigerada stalkeada. Eles sabiam tudo um sobre o outro.

As coisas começaram a rolar desfiladeiro abaixo, quando ao invés de Audrey e George Peppard Alice viu Al Pacino e Marlon Brando. Pedro não segurou sua mão, mas ficou repetindo as falas de Don Vito Corleone. Não teve pipoca. Ele não gosta. Nem milk-shake.

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Depois do filme, foram comer algo. As pautas para conversa acabaram e o silêncio constrangedor sobrou. Alice começou a devanear. Lembrou de um texto que Tiago Iorc publicou no Instagram, contando que as moças de uns 100 anos atrás, iam ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro para serem cortejadas. Naquele tempo, existia um sofá de três lados, chamado namoradeira. A moça sentava de um lado, o rapaz do outro e, no terceiro lado, o pai da moça acompanhava o cortejo de perto, para dar o aval. Alice achou romântico.

Em meio a tantos pensamentos vertiginosos, começou a suar. Será que a conversa tinha morrido porque ela era chata? Ou porque ela tinha dormido no filme? Será que foi algo que ela disse? Ela chegou à conclusão que foi porque eles já sabiam tudo um do outro. Ela culpou a internet por roubar esse momento.

Quando se deu conta, Pedro a encarava e perguntou se estava tudo bem. Ela disse que sim, mas que estava cansada e queria ir pra casa. Ele a levou e se despediu com um beijo na testa. Ela sorriu. Ele também.

Alice entrou em casa. Pedro foi embora. Ela subiu para o seu quarto e enquanto se “desmontava” em sua penteadeira, mais pensamentos faziam alarde.

Alice estava chateada. O encontro pelo qual sempre sonhou, acabou com uma conversa morta. Mas ela pensou consigo mesma: “tudo bem Alice, conversas morrem mesmo, tal como encontros e relacionamentos. O que fica são as memórias e as trocas de conhecimento”.

Em um suspiro aliviado, ela se conformou. Ela não estava de todo triste, seu cochilo durante o filme foi ótimo.