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Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco

Nos dias 04, 05 e 06 de maio serão realizadas as Intervenções Artísticas na Urbanização do Sítio São Francisco. Com o objetivo de dar seguimento as atividades do Ateliê Arte em Pimentas, iremos realizar uma ação conjunta com os grafiteiros da região e de fora para ressignificar a estética dos muros do bairro através de suas artes.

Cartaz A3 - Intervenção Artistica

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13ª Edição – Jornal Sítio em Ação

EXTRA! EXTRA! Já está no ar a nova edição do Jornal Sítio em Ação, produzida pelos alunos do 1º semestre de 2017, da oficina de jornal do Projeto ComCom – Pimentas.

Essa edição conta com uma matéria de capa sobre identidade de gênero, entrevistas exclusivas com artistas locais realizadas na 1ª mostra cultural do Sítio São Francisco, uma crônica super divertida e mais!

Não deixe de conferir! Para fazer o download, clique aqui ou na imagem abaixo:

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11ª Edição – Jornal Sítio em Ação

Com a produção de Nelson Silva, Pablom Garcia, Sheyla Coelho e Wesley Souza, e com a colaboração dos alunos Beatriz Figueirôa, Geovanna Augusta, Lucas Ferreira e Renata dos Santos, chega às ruas (e na web) a 11ª edição do jornal Sítio em Ação, produzido pelas turmas de nível iniciante e intermediário de jornal do segundo semestre de 2016.

O jornal conta com uma matéria sobre a violência contra a mulher; outra da CDHU sobre o comércio do Sitio São Francisco; um infográfico sobre os poderes políticos, suas divisões e deveres; e também, conta com uma crônica produzida em sala de aula pelos alunos .

Clique Aqui para fazer o download.

 

Cursos Gratuitos: Jornal, TV e Rádio

As atividades no projeto ComCom Pimentas começaram com vários workshops interessantes, que visam trazer conhecimento técnico nas áreas de fotografia, escrita, edição de jornal e rádio.

Com uma linguagem descontraída, Paulo Brazyl , ministrou o primeiro workshop em que foram introduzidas duas técnicas de fotografia: o método Pin Hole, que tem como principais recursos uma lata de alumínio e a exposição do sol; e o Light Stencil, onde se trabalha com um estêncil em uma caixa e uma câmera.

Já João Alves ofereceu um workshop sobre narrativa, onde foi apresentado aos alunos as estruturas bases de uma história e como podemos utilizá-las para construir e contar nossos próprios enredos.

Cursos de Comunicação Comunitária: Jornal, TV e Rádio - 1º Semestre 2017.

Cursos de Comunicação Comunitária: Jornal, TV e Rádio – 1º Semestre 2017.

Tivemos, também, uma oficina de diagramação, desenvolvida por Wesley Sousa, que teve com enfoque a produção do jornal desenvolvido pelo ComCom trabalhando temas, como: editoração em InDesing e fotografia de digital com Photoshop.

O educador Jeferson Nascimento trouxe a vivencia do “Antes e Depois da Rádio”, trazendo aos alunos técnicas básicas para a produção de eventos e monitoramento de web transmissão.

Para quem não conseguiu acompanhar nossos cursos de férias ou acompanhou e quer continuar nessa empreitada de conhecimento, no dia 17/03 começarão nossos cursos regulares de jornal, rádio e TV!

Se você gosta de comunicação venha participar!!

Inscrições:

  • Através do link: goo.gl/forms/Q9F6BwtzNORHxw9i1
  • Por e-mail: projetocomcom.pimentas@gmail.com
  • Pessoalmente: EAT – escritório de apoio técnico da CDHU (Rua Nove, 273 – Antigo 679. Em frente ao C9\ antiga fábrica violeta).

Quando começa as aulas: 17 de Março 2017.
Horário das 14h às 17h

10ª Edição – Jornal Sítio em Ação

10ª Edição – Jornal Sítio em Ação

Clique aqui para ler a  10ª Edição – Jornal Sítio em Ação

Crônica Comcom

Devaneios

img_9928Crônica escrita por Beatriz Figueirôa, educanda da oficina de Jornal.

Aula de geometria. O assunto? Triângulos. Pelo menos era o que Alice achava. Estava entediada e não prestava atenção. Odiava matemática e suas vertentes. Seu celular vibrou em sua carteira e uma notificação do Facebook a avisou que o garoto que ela tinha uma queda desde o oitavo ano a adicionara.

Sem mais delongas, Alice chamou Pedro para “trocar uma ideia” no Messenger. Conversaram hoooooras… Sobre tudo! Sobre como Millie Bobby Brown estava ótima como Eleven em Stranger Things, sobre política, sobre formigas e sobre como sorvete de morango com açaí é delicioso.

Pedro era Caetano e Marias. Alice era Radiohead e Anitta. Ele Stephen King e Carlos Drummond de Andrade. Ela J.K. Rowling e Simone de Beauvoir. Ele poeta, ela ativista. Mesmo tão opostos eram como “verso e poesia, outono e ventania, praia e carioca”.

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Decidiram se encontrar no domingo. Alice escolheu o programa. Iriam assistir a um filme da sessão de clássicos do Cinemark. Ela planejou tudo em sua cabeça: assistiriam Bonequinha de Luxo, por causa da Audrey Hepburn, ele seguraria a sua mão durante o filme, dividiriam a pipoca e depois um milk-shake. Uma chuva de clichês que Alice amava; algo que começou de maneira tão geração do Merthiolate que não arde, estava se tornando uma cena de um filme hypado dos anos 90.

Quinta. Sexta. Sábado. FINALMENTE DOMINGO! Ela colocou o vestido de pregas macho que sua Tia Rita fizera. Ele colocou uma camisa jeans e seu melhor perfume. Estava nervoso!

Se encontraram no parque próximo ao shopping. Pedro levou peônias. Alice gostava de peônias, porque gostava de Gossip Girl. Gostava de Gossip Girl, porque gostava da personagem Blair Waldorf, que por sua vez, gostava de peônias; algo que Pedro descobriu através da famigerada stalkeada. Eles sabiam tudo um sobre o outro.

As coisas começaram a rolar desfiladeiro abaixo, quando ao invés de Audrey e George Peppard Alice viu Al Pacino e Marlon Brando. Pedro não segurou sua mão, mas ficou repetindo as falas de Don Vito Corleone. Não teve pipoca. Ele não gosta. Nem milk-shake.

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Depois do filme, foram comer algo. As pautas para conversa acabaram e o silêncio constrangedor sobrou. Alice começou a devanear. Lembrou de um texto que Tiago Iorc publicou no Instagram, contando que as moças de uns 100 anos atrás, iam ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro para serem cortejadas. Naquele tempo, existia um sofá de três lados, chamado namoradeira. A moça sentava de um lado, o rapaz do outro e, no terceiro lado, o pai da moça acompanhava o cortejo de perto, para dar o aval. Alice achou romântico.

Em meio a tantos pensamentos vertiginosos, começou a suar. Será que a conversa tinha morrido porque ela era chata? Ou porque ela tinha dormido no filme? Será que foi algo que ela disse? Ela chegou à conclusão que foi porque eles já sabiam tudo um do outro. Ela culpou a internet por roubar esse momento.

Quando se deu conta, Pedro a encarava e perguntou se estava tudo bem. Ela disse que sim, mas que estava cansada e queria ir pra casa. Ele a levou e se despediu com um beijo na testa. Ela sorriu. Ele também.

Alice entrou em casa. Pedro foi embora. Ela subiu para o seu quarto e enquanto se “desmontava” em sua penteadeira, mais pensamentos faziam alarde.

Alice estava chateada. O encontro pelo qual sempre sonhou, acabou com uma conversa morta. Mas ela pensou consigo mesma: “tudo bem Alice, conversas morrem mesmo, tal como encontros e relacionamentos. O que fica são as memórias e as trocas de conhecimento”.

Em um suspiro aliviado, ela se conformou. Ela não estava de todo triste, seu cochilo durante o filme foi ótimo.

Imagens aéreas do Sítio São Francisco

Cobertura Colaborativa de Imagens aéreas do Sítio São Francisco. O objetivo desta intervenção audiovisual aérea é demonstrar de outros ângulos os desdobramentos do processo de urbanização na região do Sítio São Francisco.